Análise de eficiência energética para indústria têxtil: um estudo de caso em uma empresa de Minas Gerais

Paloma Yara Guimarães Torre, Jean Carlos Machado Alves, Savio Figueira Corrêa

Resumo


As transformações pela qual passa o clima mundial, atribuídas à forte influência antropológica na natureza, têm chamado a atenção da sociedade para a necessidade de melhor gestão dos recursos naturais e energéticos. O artigo tem por objetivo realizar uma análise visando a Eficiência Energética para uma indústria têxtil mineira que enfrenta sérios problemas devido às consequências trazidas pela crise hídrica. Por meio de análises e visitas de campo, foi possível propor a introdução de indicadores de Eficiência Energética para melhor controle do custo benefício da energia elétrica consumida. Tendo por base a cultura da organização, foi sugerida a introdução do modelo conhecido como Ecoeficiência, assim como a instalação de uma usina de geração de energia solar fotovoltaica própria, de modo a atender à demanda por energia elétrica da fábrica de forma limpa, renovável e economicamente viável.


Palavras-chave


Eficiência Energética. Ecoeficiência. Geração fotovoltaica. Sustentabilidade empresarial.

Texto completo:

PDF ♪ÁUDIO♪

Referências


ALDABÓ, R. Energia solar. São Paulo: Artliber Editora. 2002.

ARTIACH, T; LEE,D; NELSON,D; WALKER,J. The determinants of corporate sustainability performance. Accounting and Finance, v. 50, n.1, p.31-51, 2010. Disponível em < http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1467-629X.2009.00315.x/epdf?r3_referer=wol&tracking_action=preview_click&show_checkout=1&purchase_referrer=onlinelibrary.wiley.com&purchase_site_license=LICENSE_DENIED>. Acesso em 24 abr. 2016.

AZAPAGIC; PERDAN. Indicators of sustainable development for industry: A general framework. Process Safety and Environmental Protection, v.78, n.4, p.243-261, 2000.

BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 376p.

BAUMGARTNER, R.J. Corporate sustainability performance: Methods and illustrative examples. International Journal of Sustainable Development and Planning, v.3, n.2, p.117-131, 2008.

BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Agência Nacional de Energia Elétrica. Distrito Federal: ANEEL. 2016. Disponível em: < http://www.aneel.gov.br/>. Acesso em 13 dez. 2016.

BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Anuário estatístico de energia elétrica: ano base 2014. Rio de Janeiro: EPE, 2015. Disponível em . Acesso em 23 abr. 2016.

CAMPOS, F.L.S; RAMOS, F.L; AZEVEDO, B.M. Análise de Viabilidade Econômica regulatória à crise de cooperativa de consumo de energia elétrica- o caso do setor elétrico brasileiro na segunda década do século XXI. Revista Produção Online, v.16, n.3, p. 966-987, Florianópolis, 2016. Disponível em < https://www.producaoonline.org.br/rpo/article/view/2305>. Acesso em 27 de fevereiro de 2017.

COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS. CEMIG. Disponível em < http://www.cemig.com.br/pt-br/Paginas/default.aspx>. Acesso em 13 de dezembro de 2016.

CONFEDERAÇAO NACIONAL DA INDÚSTRIA. A indústria em números. Distrito Federal: CNI, 2016. Ano 3. Número 3. Disponível em . Acesso em 28 mar. 2016.

CRESESB. Centro de referência para energia solar e eólica Sérgio Brito. Disponível em < http://cresesb.cepel.br/index.php?section=com_content〈=pt&cid=291>. Acesso em 29 de janeiro. 2017

CRETON; STHEL. A ciência do aquecimento global. Rio de Janeiro: FAPERJ, 2011. 175p.

DUPONT, H.D; GRASSI, F; ROMITTI, L. Energias Renováveis: buscando por uma matriz energética sustentável. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental. Santa Maria, v.19, n-1, Ed. Especial, p. 70-81. Universidade Federal de Santa Maria. 2015. Disponível em < https://periodicos.ufsm.br/reget/article/view/19195>. Acesso em 29 de janeiro. 2017

GOLDEMBERG, J; LUCON, O. Energia, meio ambiente e desenvolvimento. 3. ed. rev. e ampl . São Paulo: EDUSP, 2011. 400p.

GREENPEACE. Revolução Energética: a caminho do desenvolvimento limpo. São Paulo: Greenpeace, 2010. 40p. Disponível em < http://www.greenpeace.org/brasil/Global/brasil/report/2010/11/revolucaoenergeticadeslimpo.PDF>. Acesso em 04 fev. 2016.

HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de física, volume 2: gravitação, ondas e termodinâmica. Rio de Janeiro: LTC, v. 8, 2009.

INTELIGÊNCIA DE MERCADO. Relatório setorial da indústria têxtil brasileira. São Paulo: IEMI, 2016. Disponível em < http://www.iemi.com.br/press-release-iemi-lanca-relatorio-setorial-da-industria-textil-brasileira-2/>. Acesso em 28 mar. 2016.

IPCC. IPCC Expert Meeting on the future of the Task Group on data and Scenario Support for Impacts and Climate Analysis. Geneva: IPCC, 2016. Disponível em: http://www.ipcc.ch/pdf/supporting-material/EMR_TGICA_Future.pdf. Acesso em 02 maio. 2016.

MARQUES, M.C.S; HADDAD, J; GUARDIA, E.C. Eficiência energética: teoria e prática. 1. Ed. Universidade Federal de Itajubá: FUPAI. 2007. 244p.

MAY, P. H. Economia do meio ambiente. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. 379 p.

MIGUEL, P. A. C.; FLEURY, A. C. C. Metodologia de pesquisa em engenharia de produção e gestão de operações. Rio de Janeiro: Campus, 2012. v. 2

MINAYO, M. C. S; SANCHES, O. Quantitativo-qualitativo: oposição ou complementariedade? Caderno de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública da FioCruz. Rio de Janeiro: FioCruz, 1993.

NOBRE, C; REID, J; VEIGA, A.P.S. Fundamentos científicos das mudanças climáticas. São José dos Campos, SP. Rede Clima/ INPE. 2012, 44p. Disponível em < http://www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/fundamentos_cientificos_mc_web.pdf>. Acesso em 29 de janeiro de 2017.

OLIVEIRA, J.A; G,M; Q, G.A; C, R.L.RB; O, A.R; O, O.J. Identificação dos benefícios e dificuldades da produção mais limpa em empresas industriais do estado de São Paulo. Revista Produção Online, v.15, n.2, p. 458-481, Florianópolis, 2015. Disponível em < https://producaoonline.org.br/rpo/article/view/1751> . Acesso em 27 de fevereiro de 2017.

REGO, A; P.K. Lei complementar Nº140/11: Inovações em relação ao processo administrativo ambiental brasileiro. Ribeirão Preto: Universidade de São Paulo, 2013. 116f.

REIS, H; B.C. Os impactos da globalização sobre o meio ambiente: uma introdução à análise da comunicação social. Revista Contemporânea, v.1, n.4, p. 169-180, 2005. Disponível em < http://www.contemporanea.uerj.br/pdf/ed_04/contemporanea_n04_15_HeloizaBeatriz.pdf >. Acesso em 04 dez. 2015.

REIS, L; SANTOS, E. Energia elétrica e sustentabilidade: aspectos tecnológicos, socioambientais e legais. São Paulo: Manole, 2014. 262p

REN 21. Renewable Energy Policy Network for the 21st Century. National Technical University of Athens. 2015. Disponível em < http://www.ren21.net/wp-content/uploads/2016/06/GSR_2016_Full_Report.pdf>. Acesso em 29 de janeiro de 2017.

ROCHA, J.M. A gestão dos recursos naturais: uma perspectiva de sustentabilidade baseada nas aspirações do “lugar”. Disponível em: http://www.ambiente.sp.gov.br/wp-content/uploads/cea/Texto_Rocha.pdf. Acesso em 06 de junho. 2016.

RODRIGUES, A.M; ZEVIANE, C.H; REBELATO, M.G; BORGES, L. Avaliação de desempenho ambiental industrial: elaboração de um referencial metodológico. Revista Produção Online, v.15, n.1, p. 101-134, Florianópolis, 2015. Disponível em < https://producaoonline.org.br/rpo/article/view/1719 >. Acesso em 27 de fevereiro de 2017.

SALUM, L.J.B. Energia eficaz. Belo Horizonte: CEMIG, 2005. 360p.

SANTOS, P.R.G; FLORENTINO, M.C.C; BASTOS, J.L.C; TREVISAN, G.V. Fontes Renováveis e não renováveis geradoras de energia elétrica no Brasil. VIII MICTI. IFC: Instituto Federal Catarinense: 2015. Disponível em < http://eventos.ifc.edu.br/wp-content/uploads/sites/ >. Acesso em 29 de janeiro de 2017.

SICES BRASIL. Disponível em < http://www.sicesbrasil.com.br/>. Acesso em 13 de dezembro de 2016.

SILVA, B.O.S. A importância da sustentabilidade para o desenvolvimento organizacional e sua influência na engenharia de produção. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Engenharia de Produção) - Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas. João Monlevade: Universidade Federal de Ouro Preto, 2015.

SILVA, R.W.C; PAULA, B.L. Causa do aquecimento global: antropogênica versus natural. Terrae Didática. v.5, n.1, p. 42-49, 2009. Disponível em < https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v5/pdf-v5/TD_V-a4.pdf >. Acesso em 28 de fevereiro de 2017.

TONIN, G. A gestão de energia elétrica na indústria: suprimento e uso eficiente. Dissertação (Mestrado) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2009. Disponível em < www.teses.usp.br/teses/disponiveis/.../Dissertacao_Gilberto_Tonim.pdf >. Acesso em 06 nov. 2015.

TORRES, L.V. Gestão de custos na cafeicultura: uma experiência na implantação de projetos. VII Congresso Brasileiro de Custos. Recife, PE. Agosto de 2000. Disponível em < https://anaiscbc.emnuvens.com.br/anais/article/view/3066>. Acesso em 29 de janeiro de 2017.

TRIERWEILLER, A; CAMPOS, L.M.C; CARVALHO, D.N; SANTOS, D.H.S; BORNIA, A.C; PEIXE, B.C.S. Gestão Ambiental: levantamento da produção científica brasileira em periódicos de engenharia de produção. Revista Production, v.24, n.2, p.435-450, 2014.

Disponível em . Acesso de 04 mai. 2015.

YIN, R.K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre. Editora: Bookmam. 2001.




DOI: https://doi.org/10.14488/1676-1901.v18i1.2762

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


R. Eletr. de Eng. de Produção e Correlatas - ISSN 1676-1901 Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. © 2002 / Todos os direitos reservados Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).                           Contato: producaoonline@gmail.com