Estudo ergonômico da carga mental e de sintomas osteomusculares relacionados ao trabalho em um Tribunal Judiciário Federal

Autores

  • Aleson Belo da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN https://orcid.org/0000-0003-0212-7235
  • Amanda Braga Marques Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
  • Thiago Allan Marques de Macedo Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
  • Marco Antonio Leandro Cabral Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
  • Ricardo Pires de Souza Universidade Federal do Rio Grande do Norte

DOI:

https://doi.org/10.14488/1676-1901.v21i2.4307

Palavras-chave:

NASA TLX. Questionário Nórdico. Ergonomia. Serviço público.

Resumo

Este estudo tem o objetivo de avaliar as condições ergonômicas dos servidores que atuam em serviços processuais do Tribunal Judiciário Federal, com sede no Rio Grande do Norte/Brasil, por meio da aplicação de ferramentas de avaliação de carga mental e de percepção de dores osteomusculares no contexto laboral. Com investigação focada nos domínios da ergonomia cognitiva e física por meio da demanda da organização que possui alto índice de absenteísmos ocasionados por fatores ergonômicos. Ademais, o estudo também investiga o regime do teletrabalho, realizado por mais de 50% dos servidores do quadro. A pesquisa foi desenvolvida por meio da aplicação do questionário NASA TLX, para avaliação de carga mental de trabalho no domínio da ergonomia cognitiva, e do questionário Nórdico para avaliação de sintomas osteomusculares, no domínio da ergonomia física. Os resultados revelam a necessidade de intervenção ergonômica e melhorias nas condições de trabalho para minimizar os impactos da atividade laboral nos colaboradores por meio de ações e programas de qualidade de vida no trabalho. Revelam também a necessidade de acompanhamento das atividades realizadas por meio do teletrabalho, com definição clara de processos e ações ergonômicas visando garantir o bem estar dos servidores presencialmente e em teletrabalho.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ABERGO, Associação Brasileira de Ergonomia. A certificação do ergonomista brasileiro - Editorial do Boletim 1/2000, Associação Brasileira de Ergonomia. 2000.

ALENCAR FILHO, João Galdino de. Ergonomia. Apostila – Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho.Recife: FESP/UPE, 1993.

BALLARDIN, L.; GUIMARÃES, L. B. M. Avaliação da carga de trabalho dos operadores de uma empresa distribuidora de derivados de petróleo. Produção, v. 19, n. 3, p. 581-592, 2009.

BARROS, E. N.C.; ALEXANDRE, N.M.C. Cross-cultural adaptation of the Nordic musculoskeletal questionnaire. International Nursing Review (INR). 2003; 50 (2): 101-08.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Dor relacionada ao trabalho: lesões por esforços repetitivos (LER): distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort). Brasilia: Ministério da Saúde, 2018. (Série A. Normas e Manuais Técnicos); (Saúde do Trabalhador.

BRASIL. Ministério do Trabalho. (2007a, 26 de junho). Anexo 1 da NR 17. Portaria SIT n.º 13, de 21 de junho de 2007. Brasília, DF: Diário Oficial da União.

CARDOSO, Mariane de Souza; GONTIJO, Leila Amaral. Avaliação da carga mental de trabalho e do desempenho de medidas de mensuração: NASA TLX e SWAT. Gest. Prod. São Carlos, v. 19, n. 4, p. 873-884, Dec. 2012. Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104530X2012000400015&lng=en&nrm=iso>. access on 20 Apr. 2021.

CAVALCANTI, Leonardo Luizines de FranÇa. Um olhar ergonômico no ambiente laboral do servidor público: estudo de caso do Núcleo de Educação Física e Desportos da UFPE. 2016. 116 f. Tese (Doutorado) - Curso de Programa de Pós-graduação em Ergonomia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2016.

COLLE, H. & REID, G.B. Context effects in subjective mental workload ratings. Human Factores. vol 40 (4), p. 591-600, 1998.

DINIZ, R. L.; GUIMARÃES, L. B. M. Avaliação da carga de trabalho mental. In: GUIMARÃES, L. B. M. Ergonomia cognitiva. Porto Alegre: FEENG, 2004.

FERRARI, Andrea Lepos. Adaptação transcultural do questionário “Cultural Study of Musculo-Skeletal and other simptoms and Associated Disability” CUPID questionnaire/ Andrea Lepos Ferrari – São Paulo, 2009.

FERREIRA, M. C.; ALVES, L.; TOSTES, N. Gestão de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) no Serviço Público Federal: o descompasso entre problemas e práticas gerenciais. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 25, n. 3, PP. 319-327. Brasília, 2009.

FRUTUOSO, Joselma Tavares; CRUZ, Roberto Moraes. Mensuração da carga de trabalho e sua relação com a saúde do trabalhador. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, Belo Horizonte 2005, v..3, n.1, jan-jun, p. 29-36.

GUIMARÃES, L. B. M. Ergonomia cognitiva. Porto Alegre: FEENG, 2004.

HART, S. G.; STAVELAND, L. E. Development of NASA-TLX (Task Load Index): Results of empirical and theoretical research. In: HANCOCK, P. A.; MESHKATI, N. (Eds.). Human mental workload. Amsterdam: NorthHolland, 1988. p. 139-183.

http://dx.doi.org/10.1016/ S0166-4115(08)62386-9.

IEA, Associação Internacional de Ergonomia. What is Ergonomics? Disponível em:< http://www.iea.cc/01_what/What%20is%20 Ergonomics.html> Acesso em 11 ago. 2019.

IIDA, Itiro. Ergonomia, projeto e produção. São Paulo: Edgard Blucher LTDA, 2005.

IIDA, Itiro. Ergonomia; projeto e produção. 8.ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2002.

KUORINKA I, et al. Standardised Nordic questionnaires for the analysis of musculoskeletal symptoms. Appl Ergon 1987; 18:233-7.

LAPERUTA, Dalila Giovana Pagnoncelli et al. Revisão de ferramentas para avaliação ergonômica. Revista Produção Online, Florianópolis, v. 2, n. 1, p.665-690, jan. 2018.

LIGEIRO, Joellen. Ferramentas de avaliação ergonômica em atividades multifuncionais: a contribuição da ergonomia para o design de ambientes de trabalho. 2010. 219 f. Tese (Doutorado) - Curso de Design, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita, Bauru, 2010.

MARCONI, M. D. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1996.

MÁSCULO, F. S.; VIDAL, M. C. R (Org.). Ergonomia: trabalho adequado e eficiente. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. (Abepro).

PINHEIRO, F. A.; TRÓCCOLI, B. T.; CARVALHO, C.; Validação do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares como medida de morbidade. Revista Saúde Pública, São Paulo v.36, n.3, p.307-312, 2002.

Publicado

2021-07-16

Como Citar

Silva, A. B. da, Marques, A. B., Macedo, T. A. M. de, Cabral, M. A. L., & Souza, R. P. de. (2021). Estudo ergonômico da carga mental e de sintomas osteomusculares relacionados ao trabalho em um Tribunal Judiciário Federal. Revista Produção Online, 21(2), 631–653. https://doi.org/10.14488/1676-1901.v21i2.4307

Edição

Seção

Artigos