Desenvolvimento da AET quando o trabalho prescrito não está claro: o caso de uma indústria alimentícia

Ingrid Losekan, Joice Priscila Silveira Dias, Corintha da Trindade Dias Neta, Juliano Ramires de Moraes Bagiotto, Luis Antonio dos Santos Franz

Resumo


A Ergonomia vem alcançando atenção ao contribuir em melhorias no setor alimentício, principlamente na obtenção de ambientes mais adequados, confortáveis e seguros. Neste contexto, o presente objetiva apresentar a aplicação de uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET) em uma indústria de alimentos no extremo sul do Brasil. Para isso, buscou-se primeiramente apoio téorico para compreender o cenário estudado. A seguir, foi desenvolvida uma AET considerando o caminho metodológico proposto por Iida e Guimarães (2016). Os resultados permitiram identificar desafios importantes para a empresa, principalmente no tocante à Ergonomia Física e Ergonomia Organizacional. As ações de melhoria de menor investimento financeiro foram propostas e implementadas, contribuindo em vários pontos, integrando melhoria do conforto do trabalhador concomitante à maior eficiência do processo. Investimento mais onerosos e complexos foram direcionados para discussões posteriores no âmbito da gerência da empresa e fora do escopo de abrangência do presente trabalho.


Palavras-chave


Análise Ergonomica do Trabalho. Análise de posturas. Indústria de alimentos. RULA. NIOSH.

Texto completo:

PDF ♪ÁUDIO♪

Referências


ABIA - Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação. Disponível em: http://www.abia.org.br. Acesso: Abril/2018.

AEPS - Anuário Estatístico da Previdência Social. Disponível em: http://sa.previdencia.gov.br/site/2015/08/AEPS-2015-FINAL.pdf. Acesso em: 17/10/2018.

BATALHA, A. Identificação de Perigos e Avaliação de Riscos: João Vaz das Neves, Lda. Instituto Politécnico de Setúbal, Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, Setúbal, 2012.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria 197, de 17 de dezembro de 2010. NR12 - Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. Brasília, DF, 24 dez. 2010.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria 3.751, de 23 de novembro de 1990. NR7 – Ergonomia. Brasília, DF, 26 nov, 1990.

BRASIL. Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde. Portaria nº 326, de 30 de julho de 1997. Regulamento Técnico sobre Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores/ Industrializadores de Alimentos. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 30 jul. 1997.

CASTRO, T.; OKAWA, C. Auditoria de Segurança e Saúde do Trabalho em uma Indústria de Alimentos do Estado do Paraná. Revista Produção Online, Florianópolis, SC, v. 16, n. 2, p. 678-704, 2016.

COELHO, M. Análise Ergonômica do trabalho: aplicação em uma empresa de médio porte em Manaus-AM. Revista GEPROS, Gestão da Produção, Operações e Sistemas, Bauru, Ano 8, n. 4, p. 61-75, 2014.

CORRÊA, V.; BOLETTI, R. Ergonomia. 1. ed. Rio Grande do Sul: Bookman, 2015.

COSTA, M.; BRAGA, M. Segurança do Trabalho na Indústria de Alimentos: a Sinalização como Aspecto Fundamental. Revista Brasileira de Agrotecnologia, v. 5, n. 1, p. 58-63, 2015.

CTC – Centro de tecnologia canavieira. Manual de controle químico da falsificação de açúcar. Capítulo 2. Piracicaba, 2011.

DEIMLING, M.; PESAMOSCA, D. Análise Ergonômica do Trabalho em uma Empresa de Confecções. Revista Iberoamericana de Engenharia Industrial, Florianópolis, SC, Brasil, v. 6, n. 11, p. 37-58, 2014.

FERREIRA, L. Sobre a Análise Ergonômica do Trabalho ou AET. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, São Paulo, 2015.

Guérin, F., Laville, A., Daniellou, F., Durrafourg, J., Kerguellen, A. Compreender o trabalho para transformá-lo: a prática da Ergonomia. Editora Edgard Blücher, São Paulo, 2001.

IIDA, I. Ergonomia: projeto e produção. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Edgard Blucher, 2016.

MCATAMNEY, L.; CORLETT, E. N. RULA: a survey method for the . investigation of world-related upper limb disorders. Applied Ergonomics, v. 24, n. 2, p. 91–99, 1993. Disponível em: http://ftp.demec.ufpr.br/disciplinas/TM802/RULA_original 1993.pdf. Acesso em: 23/06/2017.

MONTEIRO, M. Importância da Ergonomia na Saúde dos Funcionários de Unidade de Alimentação e Nutrição. Revista Baiana, BH, v. 33, n. 3, 2010.

MOORE, J.; GARG, A. The Strain Index: a proposed method to analyze jobs for risk of distal upper extremity disorders. Am. Ind. Hyg. Assoc. J., v. 56, p. 443–456, 1995.

MORAES, M. Princípios Ergonômicos. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.

RODRIGUES, L.; SANTANA, N.; BONOMO, R.; SILVA, L. Apreciação ergonômica do processo de produção de queijos em indústrias de laticínios. Revista Produção online, Florianópolis, SC, v.8, n.1, 2008.

SANTOS, N.; FIALHO, F. Manual de Análise Ergonômica do Trabalho. 2. ed. Curitiba: Genesis, 1997.

SATO, L.; LACAZ, F. Cadernos de Saúde do Trabalhador: Condições de trabalho e saúde dos trabalhadores(as) do ramo da alimentação. São Paulo, 2000.

SESI. Segurança e Saúde para trabalhadores da Indústria da Alimentação. Brasília, 2008.

VICENZI, M.; PEREZ, Â.; GUERROUE, J. Análise de risco para segurança de alimentos: Dificuldades e Desafios de Fiscalização de Bebidas. Revista de Política Agrícola, Brasília, DF, n. 3, 2012.

WATERS, T; VERN P.; GARG A. Applications manual for the revised NIOSH lifting equation. Springfield, VA: U.S., Dept. of Health and Human Services, Public Health Service, Centers for Disease Control and Prevention, National Institute for Occupational Safety and Health, Division of Biomedical and Behavioral Science, for public sale by U.S. Dept. of Commerce, 1994.




DOI: https://doi.org/10.14488/1676-1901.v19i4.3485

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


R. Eletr. de Eng. de Produção e Correlatas - ISSN 1676-1901 Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. © 2002 / Todos os direitos reservados Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).                           Contato: producaoonline@gmail.com