Desenvolvimento da AET quando o trabalho prescrito não está claro: o caso de uma indústria alimentícia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14488/1676-1901.v19i4.3485

Palavras-chave:

Análise Ergonomica do Trabalho. Análise de posturas. Indústria de alimentos. RULA. NIOSH.

Resumo

A Ergonomia vem alcançando atenção ao contribuir em melhorias no setor alimentício, principlamente na obtenção de ambientes mais adequados, confortáveis e seguros. Neste contexto, o presente objetiva apresentar a aplicação de uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET) em uma indústria de alimentos no extremo sul do Brasil. Para isso, buscou-se primeiramente apoio téorico para compreender o cenário estudado. A seguir, foi desenvolvida uma AET considerando o caminho metodológico proposto por Iida e Guimarães (2016). Os resultados permitiram identificar desafios importantes para a empresa, principalmente no tocante à Ergonomia Física e Ergonomia Organizacional. As ações de melhoria de menor investimento financeiro foram propostas e implementadas, contribuindo em vários pontos, integrando melhoria do conforto do trabalhador concomitante à maior eficiência do processo. Investimento mais onerosos e complexos foram direcionados para discussões posteriores no âmbito da gerência da empresa e fora do escopo de abrangência do presente trabalho.

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Biografia do Autor

Ingrid Losekan, Universidade Federal de Pelotas - UFPel

Graduanda em Engenharia de Produção. Participou como bolsista (2018) no Laboratório de Segurança e Ergonomia (LABSERG) da Universidade Federal de Pelotas.

Joice Priscila Silveira Dias, Universidade Federal de Pelotas - UFPel

Acadêmica do curso de Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pelotas.

Corintha da Trindade Dias Neta, Universidade Federal de Pelotas - UFPel

Possui graduação em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pelotas (2018). Realizou estágio em uma indústria de alimentos da cidade de Pelotas (2016 a 2018) realizando Análise Ergonômica do Trabalho para a mesma e acompanhamento da implementação das melhorias indicadas pelas AETs. Participou (2015 a 2016) no projeto de pesquisa Investigação quanto às principais demandas ergonômicas manifestadas por frentistas na cidade de Pelotas no Laboratório de Segurança e Ergonomia (LABSERG) da Universidade Federal de Pelotas.

Juliano Ramires de Moraes Bagiotto, Universidade Federal de Pelotas - UFPel

Atualmente cursa especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade de Franca com conclusão prevista para out/2019. Possui graduação em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pelotas (2018). Realizou estágio em uma empresa de consultoria de segurança do trabalho na cidade de Pelotas (2018) auxiliando na elaboração de Análise Ergonômica do Trabalho (AET). Realizou estágio em uma indústria de alimentos na cidade de Pelotas (2016 a 2018) participando da elaboração de Análise Ergonômica do Trabalho e acompanhamento da implantação das melhorias indicadas pelas AETs. Participou como bolsista de ensino (2016) no Laboratório de Segurança e Ergonomia (LABSERG) da Universidade Federal de Pelotas.

Luis Antonio dos Santos Franz, Universidade Federal de Pelotas - UFPel

Doutor em co-tutela em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil) e pela Unversidade do Minho (Portugal) (2009). Professor na Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

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Publicado

16-12-2019

Como Citar

Losekan, I., Dias, J. P. S., Neta, C. da T. D., Bagiotto, J. R. de M., & Franz, L. A. dos S. (2019). Desenvolvimento da AET quando o trabalho prescrito não está claro: o caso de uma indústria alimentícia. Revista Produção Online, 19(4), 1369–1397. https://doi.org/10.14488/1676-1901.v19i4.3485

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