Um estudo de caso sobre o impacto das restrições médicas nos custos ergonômicos escolares de um município

Tiago Silveira Gontijo, Patrícia Monteiro dos Santos, Thiago Augusto Batista Franco, Andressa Amaral de Azevedo

Resumo


As intervenções ergonômicas são consideradas ferramentas eficazes para a saúde laboral e podem ser utilizadas por escolas, tanto para melhoria da produtividade, quanto para a redução dos custos associados. O funcionalismo, apesar de buscar resultados sociais, possui preocupantes índices de despesas relativas a restrições médicas, as quais interferem na qualidade do serviço e oneram a máquina pública. Desta forma, uma variável fundamental de pesquisa é a ideia de benefício-custo, que deve alinhar-se aos conceitos de ergonomia e aos custos da organização, fazendo com que os gestores tenham uma visão ampla da escola e disponham dos recursos essenciais para a tomada de decisão. Este trabalho visa levantar os custos ergonômicos em uma escola, com base no método ABC, de modo a identificar o impacto de cada atividade nos custos da instituição. Os resultados apontaram que na escola, os custos relativos à mão de obra correspondem a 86% dos custos totais. A restrição médica gerou impactos significativos nos custos e obrigou o município a contratar profissionais terceirizados, aumentando em 274% o custo previsto para despesa com pessoal.

Palavras-chave


Ergonomia. Funcionalismo Público. Método ABC. DORT. RULA.

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DOI: http://dx.doi.org/10.14488/1676-1901.v17i3.2729

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