O que está à sombra na carga de trabalho de estivadores?

Autores

  • Arlete Ana Motter Universidade Federal do Paraná
  • Marta Santos Universidade do Porto
  • Ana Tereza Bittencourt Guimarães Universidade Estadual do Oeste do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.14488/1676-1901.v15i1.1845

Palavras-chave:

Estivador. Trabalho. Saúde. Trabalhador Portuário. Carga de Trabalho.

Resumo

O objetivo do estudo é o de analisar as diferentes dimensões da carga de trabalho do estivador e sua influência nos processos de saúde/doença. O estudo caracteriza-se como transversal, descritivo e exploratório e desenvolveu-se entre 2010 a 2013 em Paranaguá, Paraná. A amostra foi composta por 300 sujeitos do sexo masculino, estivadores sindicalizados e pertencentes ao OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra) do Estado do Paraná. Os instrumentos de coleta incluíram: um questionário relativo ao perfil dos trabalhadores entrevistados, questionário para avaliação do risco de lombalgia, questionário Nórdico e observações em terreno. A análise mostrou que são trabalhadores com uma média de 20 anos de antiguidade, numa atividade marcada por relações de parentesco ou amizade, em que existem exigências físicas importantes, mas também exigências mentais não negligenciáveis. Há muitos problemas de saúde como altíssimo risco de lombalgia (74, 7%), sensação de cansaço físico e mental ao final da jornada de trabalho muito frequente. Aqueles que se sentem mais cansados, também são os que apresentam mais queixas osteomusculares em diversas regiões do corpo. Os dados apontam para uma associação entre organização do trabalho e carga mental do trabalho.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Arlete Ana Motter, Universidade Federal do Paraná

Professora Adjunto II da UFPR, Curso de Fisioterapia

Marta Santos, Universidade do Porto

Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação

Ana Tereza Bittencourt Guimarães, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Estatística

Publicado

2015-02-13

Como Citar

Motter, A. A., Santos, M., & Guimarães, A. T. B. (2015). O que está à sombra na carga de trabalho de estivadores?. Revista Produção Online, 15(1), 321–344. https://doi.org/10.14488/1676-1901.v15i1.1845

Edição

Seção

Artigos