Análise do impacto da variabilidade de fluxo no dimensionamento de kanbans

Autores

  • Isaac Pergher UNIVATES
  • Luciano Auad da Silva
  • Diego Augusto de Jesus Pacheco Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Porto Alegre. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção – PPGEP
  • Guilherme Luis Roehe Vaccaro UNISINOS

DOI:

https://doi.org/10.14488/1676-1901.v14.i1.1542

Palavras-chave:

Kanban. Variabilidade de Fluxo. Modelagem. Simulação Computacional. Factory Physics.

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar os efeitos da variabilidade de fluxo, preconizada pela Factory Physics, no dimensionamento de Kanban em sistemas produtivos. A variabilidade de fluxo pressupõe que a variabilidade existente nas atividades executadas por um processo é dissipada ao longo de todo o fluxo produtivo do sistema, causando variações no lead time, no nível de estoques em processo e na disponibilidade de equipamentos, entre outros. Para conduzir a investigação, foi criado um modelo didático de simulação computacional por eventos discretos. O modelo proposto visa apresentar os possíveis impactos provocados pela variabilidade de fluxo no sistema produtivo no dimensionamento do número de cartões Kanban, a partir dos resultados fornecidos por dois cenários distintos investigados. Os principais resultados da pesquisa permitem evidenciar que, comparando os dois cenários desenvolvidos para o modelo, a presença de variabilidade no sistema produtivo causou um aumento médio de 32% no número de cartões Kanban (p=0,000). Isso implica que, em sistemas produtivos reais, o estudo de dimensionamento de Kanbans deveria contemplar as variabilidades individuais das operações, fato por vezes relegado a um pressuposto na formulação da literatura que trata da definição do número de Kanbans, oportunizando assim o desenvolvimento de pesquisas futuras nesse sentido.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Isaac Pergher, UNIVATES

Mestre em Engenharia de Producao (UNISINOS).Engenheiro de Produção.(UNISINOS)

Luciano Auad da Silva

Mestre em Engenharia de Producao (UNISINOS).Engenheiro de Produção.(UNISINOS)

Diego Augusto de Jesus Pacheco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Porto Alegre. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção – PPGEP

Professor no curso de Engenharia de Produçao na FACCAT-RS. Doutorando em Engenharia de Produção (UFRGS), Mestre em Engenharia de Produção e Sistemas pelo Programa de Pós-Graducao em Engenharia de Producao e Sistemas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos
(UNISINOS). Graduado em Engenheiro de Produção pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos
(UNISINOS).   Técnico  em  Mecânica  pela  Fundação  Liberato.   Possui   experiência  na  área  de
Engenharia de Produção, com ênfase nos temas de: Gestão da Qualidade, Gestão da Produção e
Logística. Possui experiência na coordenação de projetos de melhoria de qualidade, produtividade
e redução de custos. Experiência na avaliação e qualificação de fornecedores e na gestão de
rotinas   de   produção.   Atualmente é consultor industrial. Atua   principalmente   nos   seguintes   temas:   Engenharia   de   Processos,
Produção Enxuta, TOC,Qualidade.

Guilherme Luis Roehe Vaccaro, UNISINOS

Professor titular da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Professor e pesquisador do Mestrado e Doutorado em Engenharia de Produção e Sistemas e do Mestrado Profissional em Gestão e Negócios. Doutor em Ciência da Computação (UFRGS, 2001), Mestre em Engenharia de Produção (UFRGS, 1997), Bacharel em Matemática Aplicada e Computacional (UFRGS, 1993). Revisor das revistas: International Journal of Production Research, Produção, Produto e Produção, Produção Online, e de congressos nacionais e internacionais na área de Engenharia de Produção e Computação. Seus focos de pesquisa são Métodos Quantitativos e Gerência de Operações, atuando principalmente nos seguintes temas: inovação, modelagem, simulação, otimização, projeto experimental, confiabilidade e métodos multivariados. Realizou estágio pós-doutoral sênior na Sungkyunkwan University, Coréia do Sul, no Semiconductor Research Institute, com foco na gestão da inovação neste setor, sendo motivado pelo desenvolvimento da indústria de semicondutores no Brasil e, em especial, no Vale do Rio dos Sinos - RS

Publicado

2014-02-15

Como Citar

Pergher, I., da Silva, L. A., de Jesus Pacheco, D. A., & Vaccaro, G. L. R. (2014). Análise do impacto da variabilidade de fluxo no dimensionamento de kanbans. Revista Produção Online, 14(1), 115–142. https://doi.org/10.14488/1676-1901.v14.i1.1542

Edição

Seção

Artigos